quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quase um ano...!

É, filhão, estive muito ocupada vendo você crescer, bem de pertinho. Graças a Deus, mamãe passou no concurso e só trabalha meio período desde abril do ano passado, e o resto do tempo é todinho seu!

Você tá grande... um moço, que corre, fala ("mamãe", "papai", "vovó" e "vovô", "cabô", "gol", "papá"...), brinca, dança e distribui muitos beijos, abraços, piscadinhas e carinhos!

Não dá nem pra tentar explicar a sensação de acordar todos os dias, olhar pro lado e ver você, com seu sorrisinho, chamando a mamãe, tagarelando o "tatatipatupitapititi" matinal! Tão lindo, tão grande, saudável, esperto, me enchendo de amor e alegria até transbordar!

Tá. Morro de orgulho de você, e rasgo seda até dizer chega! Mas você é tudo isso, mesmo. ;)
E eu penso todos os dias, o tempo todo, nas melhores formas de contribuir pra sua felicidade, de agora e do futuro... Em maneiras de perpetuar essa sua alegria e seu jeitinho espontâneo e verdadeiro, mas sem interferir ao ponto de tirar de você o protagonismo da sua vida.

E achei esse texto:

Podemos, sim, ser os protagonistas do maior milagre do mundo ao gerar uma vida, mas ela não nos pertence. Esse ser humano será construído por ele mesmo e seremos, apenas, coadjuvantes, orientadores e companheiros dessa obra ,mas não seus autores.

Temos a responsabilidade imensa de apresentar um caminho, oferecer oportunidades e principalmente nortear valores e princípios. Dar às crianças ferramentas para a construção. E, no processo maravilhoso que é a vida, oferecer, aos poucos, os materiais necessários e depois deixar que, a seu modo, criem, desenhem, inventem, realizem! Então, no lugar de facilitar entregando o resultado, eu diria que já é um enorme privilégio poder proporcionar as ferramentas.


(...) E a vida que é nossa é construída por nós! Cabem a imaginação e a criatividade, mas não a ilusão. Cabem os personagens e os heróis das historinhas, mas contadas por seres humanos reais. Cabe a verdade! A tristeza quando é tristeza, o fracasso quando é fracasso, o erro quando é erro, a alegria quando é alegria, porque a felicidade é um pacote dos experimentos de todos os sentimentos e só assim pode ser genuína.

Na felicidade, cabe a alegria dos bons momentos e também a resignação pela superação dos momentos ruins. Na felicidade, cabem a tolerância e o respeito.

Como criar uma pessoa tolerante se não ensinarmos a respeitar as diferenças, a aceitar os erros, encarar os fracassos, tentar outra vez?

Como preparar as crianças para as grandes perdas e dores, se não permitimos que experimentem as pequenas, do dia a dia?

(...) Amar é o presente que recebemos nesse milagre da vida. Educar é a responsabilidade que recebemos não como presente, porque não é nossa, mas como o milagre delicioso da convivência, do aprendizado, do exercício do amor.

É preciso deixar errar, deixar aprender. É preciso deixar sentir, deixar construir.

Deixar perceber que o que traz a felicidade não é ter tudo fácil e nem tudo sempre, mas saber que se é inteiro, mesmo que imperfeito, porque só desse jeito se é de verdade.


Luciana Belliboni


Filhinho, eu te amo e sempre vou sofrer ao te ver fracassar, errar, e, às vezes, não poder fazer nada pra te ajudar. Vou sofrer mais do que você, tenho certeza!
Mas isso não é nada perto de tanta felicidade que há no meu coração, só por você existir. O que me importa é sua integridade, sua felicidade e sua plenitude. Isso me move todos os dias, me faz acordar e ir dormir diferente, feliz, a vida faz sentido dessa forma. Você dá sentido pra minha vida, meu bebê.

Estou com você. Pra sempre.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gentileza, where are you?

Filho, ontem aconteceu uma coisa que deixou a mamãe de cara. E a lembrou de quanta, mas quanta coisa ela vai precisar te falar, te ensinar, te mostrar...

Eu estava numa farmácia, esperando para ser atendida, na fila. Um moço, da mesma idade que eu, de classe média, entrou, pegou alguns produtos, e foi para o guichê antes de mim, sem ver que havia fila. O atendente alertou o moço, gentil e normalmente, de que eu estava lá há mais tempo. E qual não foi minha surpresa quando o homem, irritadíssimo por ser contrariado, começa a xingar e maldizer a farmácia e o coitado do atendente... Até foi embora sem fazer suas compras!

Filhote, mamãe é pedagoga e estudou muita coisa. Entre elas, a tendência atual (errada e perigosíssima) de não criticar e não punir as crianças. Pera lá: mamãe não defende palmada nem surra. Mas crianças nascem peladas e com frio, não sabendo muito mais do que mamar e chorar. Cabe a nós, já crescidos, tentar ensinar tudinho, e do jeito certo, pra vocês. Ou, então, propiciar um ambiente favorável, pra que vocês aprendam sozinhos. E, nesse caminho, se crianças fazem algo errado, precisam SABER que é errado, para não fazerem novamente!

Punição é algo mais para definir o que é certo e errado, do que castigo per se, no ponto de vista da mamãe. E não precisa ser usada em todos os casos.

E acontece que, ultimamente, as crianças, por influência dos pais e da sociedade - a grosso modo, e por várias razões - , não aceitam ser criticadas, contrariadas, punidas. Até uma nota baixa dada por um professor é contestada pela família, à base de grito e ameaças de processos judiciais... Não se entende que crítica é ato de amor, ato que ensina, que corrige, que ajuda a viver.

Além disso, sabe, enquanto estive grávida de você, presenciei inúmeros casos de pessoas em ônibus, filas, metrôs, que, ao me verem, viravam a cara, fingiam que estavam dormindo, para não me ceder lugar. E com os velhinhos, então... É uma rotina que entristece, endurece o coração... Difícil achar alguém gentil.

Neném, mamãe vai te corrigir, e muito, porque não quero, de forma alguma, que você se transforme numa pessoa como esse moço da farmácia, que se ofende e fica com vergonha quando é contrariado, quando é contestado. Porque quero que você tenha liberdade, e não vergonha ou medo de ofender, ao expor suas opiniões e fazer valer suas ideias frente ao que outra pessoa esteja falando ou fazendo. Porque quero criar você com coerência. Pra que você seja um cidadão, que tenha respeito pelo coletivo, que tenha boas condutas... pra que você seja um moço do bem, que faça a diferença!

Fico com medo, porque sei que não vai ser fácil te ajudar a crescer assim, enquanto você observa um montão de maus exemplos. Mas eu e papai vamos fazer o melhor. Além do mais, você tem uma índole maravilhosa, eu sei!

Amo você.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011



Ontem aconteceu a coisa que mais me dava medo: me separar de você.
Tive que ir trabalhar, filhote, senão não tem comida na mesa, né? Não pra você ainda, mas mamãe e papai já comem sólidos. :)

E o medo passou! Porque eu já entendi qual é o problema dessa sua mãe.
É que eu queria adiar o inevitável: eu vou deixar de ser a coisa mais importante do seu mundo. Enquanto, no meu, você sempre vai continuar o sendo.

Tô sendo (e vou sempre tentar ser) forte, porque o importante aqui não é meu coraçãozinho apertado, e sim o seu desenvolvimento perfeito, físico e emocional. E não tem como você crescer bem e feliz agarrado o dia todo nas pernas da mãe (infelizmente...)!

E no fim você ficou ótimo sem mim, é claro! Meu mocinho...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Filho... filho.


Você me olhando com esses seus olhinhos lindos, tão brilhantes... Parece que me enxergam por dentro.

Poxa, que coisa maravilhosa você ter vindo justo agora!
Tão gostoso poder te confortar, te fazer rir, ser testemunha de como você cresce e muda a cada dia! Te curto muito, mas parece que não é suficiente... No dia seguinte você já tá diferente...

Um dia você vai ver como é gostoso ver cada etapa da vida concluída, como é legal e emocionante mudar de level. E do dia 4 de fevereiro pra cá, tudo, todos os âmbitos da minha vida foram modificados por você. Ainda bem! Tá tudo MUITO melhor, filhinho, obrigada!

E aí nesses devaneios me lembrei que não escrevi nada, nem uma anotaçãozinha, pra você. Essa vontade que eu adio desde dia 4 de fevereiro do ano passado... Amanhã faz um ano que você entrou na minha vida, filhote.

Desse dia, eu me lembro de cada segundo.

E o pior é que as coisas da gravidez já não estão mais tão fresquinhas na cabeça. Ai, que agonia! Não quero esquecer nada, nada que envolva você.

E não vou. E você vai crescer sabendo o quanto tudo foi e está sendo mágico. Prometo!